08/01/2026

População do RN sofre com altas temperaturas no início do ano

 Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte vive um período de altas temperaturas típico dos meses de verão aprofundado pela falta de chuvas e aumento da radiação. Especialistas ouvidos pela TRIBUNA DO NORTE apontam, no entanto, que o estado não vive a chamada onda de calor, que atinge ao menos oito unidades federativas pelo Brasil. A presença do fenômeno, caracterizado pela elevação da temperatura em certas áreas por determinado tempo, não se aplicaria nem mesmo a municípios como Caicó, que em 28 de dezembro do ano passado chegou a registrar 38,8ºC, colocando a cidade em segundo lugar no ranking das mais quentes de todo o País naquele dia.

O meteorologista Cláudio Moisés, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), explica que ondas de calor ocorrem quando uma região registra, por cinco dias seguidos, temperatura superior à máxima climatológica. “Essa máxima equivale à média registrada por um prazo de 30 anos. Se a média desse período for superada durante cinco dias consecutivos, então, temos o evento classificado como onda de calor. E não é isso que ocorre aqui no RN”, afirma o professor.

Para Gilmar Bristot, meteorologista da Empresa de Pequisa Agropecuária do RN (Emparn), o evento não deverá chegar ao estado, o qual, historicamente, dificilmente é afetado diretamente pelo fenômeno. Bristot lembra, no entanto, que em 2024 Caicó chegou a sofrer com ondas de calor, por conta de temperaturas em torno dos 40ºC, registradas em setembro por períodos mais prolongados. Segundo ele, a onda de calor presente no Brasil atualmente é fruto de deslocamentos das massas de ar quente do Deserto do Atacama, no Chile, e também de sistemas como El Niño e La Niña, para a parte central do continente.

Fonte: Tribuna do Norte

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