13/01/2026

Lei do deputado Hermano Morais reconhece o projeto ‘Seis e Meia’ patrimônio cultural e imaterial do RN

 Rio Grande do Norte

De autoria do deputado Hermano Morais (PV), o Poder Executivo sancionou na última semana a Lei nº 12.634, que reconhece o Projeto “Seis e Meia” como Patrimônio Cultural, Artístico e Imaterial do Estado do Rio Grande do Norte. A legislação celebra um dos marcos da música potiguar.

O projeto “Seis e Meia” foi idealizado em 1995 por William Collier, com o objetivo de valorizar artistas locais, promover o encontro entre talentos consagrados e emergentes, e democratizar o acesso à cultura. Suas apresentações, com ingressos a preços simbólicos e alta qualidade artística, tiveram estreia no tradicional Teatro Alberto Maranhão, em Natal.

Rapidamente, a iniciativa expandiu-se para cidades como Mossoró, João Pessoa e Fortaleza, consolidando-se como referência nacional. Sob a produção musical de José Dias (1995-1998) e com o apoio da Fundação José Augusto, o “Seis e Meia” realizou mais de 2.200 shows e reuniu cerca de 800 músicos convidados, incluindo nomes como Ademilde Fonseca, Elino Julião, Marina Elali, Roberta Sá, Carlos Zens e Dudé Viana, entre outros.

O parlamentar ressalta que o programa representou um “divisor de águas” na produção cultural potiguar. Ao substituir o viés comercial por um modelo democrático e acessível, a iniciativa ressignificou a lógica dos eventos artísticos, tornando-se um movimento de afirmação da identidade cultural do Rio Grande do Norte, revelando gerações de artistas e aproximando o público de sua história. Além disso, a concepção do “Seis e Meia” impulsionou a economia criativa local, mobilizando técnicos, produtores, músicos, fotógrafos e jornalistas, fortalecendo a cadeia produtiva da cultura e estimulando a circulação de renda e oportunidades.

Para Hermano Morais, o reconhecimento do “Seis e Meia” como Patrimônio Cultural, Artístico e Imaterial do RN é um “ato de justiça histórica”. Ele justifica que a medida “visa preservar um legado que, há mais de três décadas, emocionou plateias, promoveu encontros artísticos e reafirmou o poder da cultura potiguar como ferramenta de transformação social, homenageando o povo norte-rio-grandense, os artistas e o idealizador do projeto, cuja visão e persistência transformaram um sonho em um patrimônio cultural vivo e perene”.

Fonte: Blog do Pássaro 

Nenhum comentário:

Postar um comentário