A Casa da Estudante Feminina de Natal, localizada na Cidade Alta, foi ocupada neste fim de semana por integrantes de movimentos sociais, estudantis e de mulheres. O grupo reivindica que o imóvel continue funcionando como moradia estudantil feminina e pede que a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) assuma a administração do espaço. O Governo do Rio Grande do Norte informou que o prédio tem destinação pública definida para abrigar a Casa da Juventude Potiguar e afirmou que busca uma solução por meio do diálogo.
A ocupação começou no sábado 11, segundo os organizadores, e reúne integrantes do Movimento de Mulheres Olga Benário, União da Juventude Rebelião, Movimento Correnteza e outros coletivos.
De acordo com Clarice Oliveira, representante do Movimento de Mulheres Olga Benário, a ocupação busca denunciar a possibilidade de mudança na finalidade do imóvel e cobrar que ele continue destinado à moradia de estudantes.
“A gente fez essa ocupação para fazer justamente essa denúncia, que o governo federal, em 2023, organizou a reforma do espaço, foi mais de 500 mil reais para reformar esse espaço, tanto que quando a gente entrou, estava muito bem estruturado, inclusive, com água, com luz, tem uma boa estrutura esse local. E eles alegam que não tem a demanda para moradia estudantil e a gente quer, justamente, que esse espaço continue sendo um espaço de moradia para os estudantes que querem vir estudar em Natal, que querem sair dos interiores para isso.”
Segundo ela, o grupo defende que a UFRN passe a administrar o imóvel.
“A gente quer que aqui continue sendo uma residência, porque, inclusive, várias ex-moradoras já vieram aqui em apoio a essa ocupação, em apoio à nossa reivindicação, que é justamente que a UFRN tome posse desse espaço e utilize como uma residência feminina.”
A representante afirmou que há demanda por vagas em moradia estudantil.
“Pelo menos são mais de 200 estudantes que precisam desse espaço, que saem dos interiores e que não têm a estrutura. Na UFRN só tem uma residência feminina.”
Ela também afirmou que muitas universitárias utilizam o auxílio-moradia para dividir aluguel na capital.
“Como que essas mulheres que muitas vezes saem desse lar de violência para ir estudar na capital e não têm onde morar, não têm como se sustentar aqui, porque tudo vai ficando cada vez mais caro e aí como a gente paga o aluguel, as contas e tudo isso?”
Segundo Clarice, cerca de 40 pessoas participam da ocupação.
“Nós ocupamos aqui com o movimento, com cerca de 40, 50 pessoas e aí nós estamos utilizando o espaço. A nossa ideia aqui é fazer essa denúncia.”
O movimento informou ainda que realizará uma plenária aberta nesta segunda-feira (13), às 17h, para discutir a situação do imóvel.
Governo diz que prédio terá nova finalidade
Em nota, o Governo do Rio Grande do Norte informou que acompanha a situação e afirmou que mantém diálogo com os movimentos envolvidos desde os primeiros relatos sobre a possibilidade de ocupação do prédio.
Segundo o Executivo estadual, o imóvel não está abandonado e possui destinação pública definida para a implantação da Casa da Juventude Potiguar, equipamento que integrará o Projeto CAIS Juventudes.
Fonte: AgoraRN

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