Brasil
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na terça-feira (17) ter se reunido com o ministro do STF Alexandre de Moraes para reforçar o pedido de concessão de prisão domiciliar humanitária para Jair Bolsonaro. O ex-presidente segue internado em UTI desde a última sexta-feira (13) para tratar um novo quadro de pneumonia bacteriana associado a broncoaspiração.
Segundo o parlamentar, Moraes recebeu ele e o advogado Paulo Cunha Bueno, membro da defesa de Bolsonaro, em uma "conversa objetiva". Como contou o senador a jornalistas, o encontro foi utilizado para reforçar os argumentos contidos no mais recente pedido de prisão domiciliar, protocolado nesta semana.
"Nós pudemos reforçar aquilo que estava na petição sobre preocupação com a piora do estado de saúde dele por ocasião do local onde ele se encontra preso, apesar de ser bem tratado e de ter sido atendido prontamente quando passou mal da última vez."
Flávio mencionou o risco de que Bolsonaro sofra uma crise mais grave sem ser encontrado a tempo. "O risco de um acidente se ele estiver sozinho na cela e somente for encontrado desacordado, com o risco de broncoaspirar", disse. Segundo o senador, essa preocupação foi levada ao ministro Alexandre de Moraes como parte central do novo pedido da defesa.
O parlamentar informou ainda que Bolsonaro está reagindo bem ao tratamento e já demonstra sinais de recuperação. Na avaliação do senador, a internação do ex-presidente segue "dentro do planejado", sem intercorrências. Ele está comendo melhor e com aparência mais estável, o que Flávio afirmou trazer alívio à família.
"Acabamos de visitá-lo. Está melhor de ontem para hoje. Graças a Deus está melhorando, os remédios estão fazendo efeito."
Internação
Bolsonaro foi internado na manhã da última sexta-feira (13) após acordar com crises de vômito e calafrios. O ex-presidente, que está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, permanece desde o episódio no Hospital DF Star, sem previsão de alta médica.
Os exames identificaram broncopneumonia bilateral, provocada pela aspiração de secreções estomacais. Esta é a terceira pneumonia desde o fim do mandato, em 2022, e também a mais severa. O tratamento é feito com o uso de antibióticos.
No pedido, a defesa argumentou que "o ambiente prisional efetivamente não possui condições materiais de garantir observação médica permanente e resposta imediata a intercorrências respiratórias graves".
Prisão
Bolsonaro está preso na Papudinha para cumprimento de pena de 27 anos e três meses por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Inicialmente, o ex-presidente foi submetido a medidas cautelares que resultaram em sua prisão domiciliar, desde 4 de agosto de 2025, no âmbito de processo por coação durante julgamento.
Ao violar sua tornozeleira eletrônica, teve a prisão decretada em 22 de novembro do mesmo ano e foi levado à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF), onde permaneceu até o último dia 15, quando foi transferido.
Com o trânsito em julgado do processo pela trama que resultou nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, determinado em 25 de novembro, a prisão preventiva de Bolsonaro foi convertida em cumprimento de pena.
Fonte: Jornal de Fato
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