Rio Grande do Norte
A vereadora natalense Thabatta Pimenta (PSOL) pode estar reconfigurando seus planos para as eleições de 2026. Ela passou a focar na disputa por uma das duas vagas ao Senado e já iniciou articulações para viabilizar o projeto.
Até então, Thabatta era pré-candidata a deputada federal e articulava sua saída do PSOL para se filiar ao PV, com o objetivo de integrar a nominata da federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB). Havia, inclusive, relatos de dificuldades para obter a carta de anuência do PSOL, o que a levou a recorrer à direção nacional do partido para resolver o impasse.
Com o anúncio recente da governadora Fátima Bezerra de que não irá mais renunciar ao cargo — e, consequentemente, não disputará o Senado —, Thabatta passou a se movimentar imediatamente para entrar na disputa, provocando uma nova reviravolta no cenário político para as eleições de outubro.
Há cerca de um mês, a vereadora já havia admitido que poderia disputar o Senado caso Fátima permanecesse no governo e não concorresse. Na ocasião, afirmou, de forma direta, que teria interesse em assumir esse espaço.
Até então, Thabatta evitava avançar nesse movimento por respeito à governadora, a quem considerava o principal nome da esquerda para a disputa. Com a desistência de Fátima, no entanto, ela avalia que não há mais impedimentos para sua candidatura.
Neste momento, Thabatta analisa dois cenários: o primeiro é deixar o PSOL e se filiar ao PT, buscando ser indicada pela legenda para disputar o Senado; o segundo é permanecer no PSOL e lançar candidatura com o aval do próprio partido. Em Brasília, a cúpula psolista brilha os olhos para esta iniciativa.
Há ainda a possibilidade de convite de outra sigla partidária para viabilizar sua candidatura. Em todos os cenários considerados, a vereadora mantém o objetivo de disputar o Senado.
Pessoas próximas afirmam que Thabatta não teme uma candidatura de maior risco. Para seu grupo, tanto a disputa para deputada federal quanto para o Senado fazem parte de um perfil político marcado pela ousadia.
A possível candidatura de Thabatta volta a movimentar o tabuleiro político no estado. Internamente, cria um dilema para o PT, que precisará decidir entre manter o nome de Samanda Alves como candidata ao Senado e lidar com a concorrência direta de Thabatta no campo progressista ou repensa seus planos.
Por outro lado, a movimentação também impacta a oposição. Se, em um primeiro momento, a permanência de Fátima no governo parecia consolidar o favoritismo de Styvenson e Zenaide Maia, a entrada de Thabatta tende a tornar a disputa novamente mais competitiva.
Fonte: https://blognetoqueiroz.com.br/
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