25/03/2026

LAÍRE ROSADO – Cadu e Álvaro no 2º Turno?

 Rio Grande do Norte


A sucessão estadual no Rio Grande do Norte, em 2026, está polarizada entre três nomes: Cadu Xavier (PT), Allyson Bezerra (União Brasil) e Álvaro Dias (Republicanos). O cenário reflete a disputa entre continuidade do projeto de Fátima Bezerra, a tentativa de retorno das oligarquias tradicionais locais e a ascensão do bolsonarismo no estado.

Com o desenrolar do processo, que vai ganhando novos contornos e nitidez, surgem opiniões de personagens experientes, como a do ex-vice governador Fábio Dantas, que acredita na nacionalização da disputa estadual. O peso do prestígio de Lula e de Bolsonaro terão influência nas escolhas estaduais. Em nosso estado, em 2022, Lula, que apoia Cadu, recebeu 1.326.000 votos no estado e Bolsonaro, que apoia Álvaro, teve 711.381. Pela lógica, parte desses sufrágios serão transferidos aos seus candidatos.

O pré-candidato Allyson Bezerra, não tem referências nacionais, de direita ou de esquerda. Sua campanha será coordenada pelas velhas oligarquias locais, tendo à frente o ex-senador e ex-governador José Agripino Maia.

Fábio Dantas acredita em um segundo turno entre Cadu Xavier e Álvaro Dias, por conta da influência de Lula e Bolsonaro. Cadu tem uma herança numérica robusta enquanto Álvaro se posiciona como o herdeiro do campo conservador. Cadú tem presidente Bolsonaro.

A candidatura de Allyson Bezerra, embora revestida de uma estética de juventude e eficiência administrativa (vinda de Mossoró), carrega consigo o que Fábio Dantas e outros analistas apontam como um possível “calcanhar de Aquiles”: o peso das oligarquias. Allyson Bezerra não pode desistir logo de saída, mas seu discurso da “renovação pura” será desacreditado, pelo palanque formado por figuras da oligarquia tradicional do Rio Grande do Norte.

A análise de Fábio Dantas nos leva a crer que o eleitor potiguar buscará referências nacionais para decidir o destino local. Se a influência de 2022 se repetir, o espaço para uma “terceira via” centrada em acordos de cúpula com velhas lideranças tende a diminuir.

O RN se prepara, portanto, para um embate de conceitos: de um lado, a consolidação de um projeto alinhado ao Planalto; do outro, a resistência de um bloco de direita que busca retomar o protagonismo. Cadu e Álvaro são os nomes que, hoje, melhor encarnam essa dualidade.

Fonte: Jornal Omossoroense

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