21/02/2026

Procurador Paulo Gonet da PGR se manifesta contra prisão domiciliar para Bolsonaro

 Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contra a concessão da prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro. O parecer foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem cabe a decisão.

De acordo com Gonet, a jurisprudência da Corte só prevê a domiciliar para ocasiões em que “o tratamento médico indispensável não possa ser ofertado na unidade de custódia”, o que não seria o caso de Bolsonaro.

O batalhão dispõe de assistência médica 24 horas e unidade avançada do Samu”, escreveu o procurador-geral, referindo-se à estrutura do 19º Batalhão da Polícia Militar, a chamada Papudinha, onde o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado.

Para Gonet, embora o laudo da perícia elaborado pela Polícia Federal (PF) tenha atestado uma “multiplicidade” de patologias, as doenças estão sob controle clínico e medicamentoso, não havendo necessidade de transferência para um hospital.

O tratamento condizente com as patologias descritas já vem sendo regularmente prestado ao custodiado no próprio estabelecimento prisional”, destaca o procurador-geral na manifestação.

Segundo ele, o fato de a perícia ter considerado oportuna a otimização da estrutura da Papudinha (como grades de apoio, campainha de emergência e dispositivos de monitoramento em tempo) “não implica, por si só, a inadequação do ambiente carcerário”.

O pedido mais recente de prisão domiciliar foi feito a Moraes pela defesa de Bolsonaro em 11 de fevereiro. Os advogados afirmaram que, de acordo com a perícia, o ex-presidente estava “em situação de multimorbidade grave, permanente e progressiva, com risco concreto de descompensação súbita e de eventos potencialmente fatais”.

Na avaliação da defesa, a permanência de Bolsonaro na Papudinha ainda é arriscada para a saúde do ex-presidente, “seja pela limitação estrutural inerente ao cárcere, seja pela dependência de arranjos contingentes e de difícil manutenção no tempo”.

Fonte: AgoraRN

Nenhum comentário:

Postar um comentário