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16/03/2026

Banqueiro Daniel Vorcaro deve na sua delação mirar políticos e evitar ministros do STF, dizem advogados

 Brasil

Advogados que acompanham o caso Master relataram à CNN que a ideia inicial do banqueiro Daniel Vorcaro para uma eventual delação premiada é concentrar o conteúdo em políticos e crimes financeiros, sem atingir ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com fontes próximas ao banqueiro, pelo menos três fatores são considerados nessa avaliação inicial.

O primeiro envolve a possibilidade de obter validação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para um acordo. Há a leitura de que o procurador-geral Paulo Gonet dificilmente aceitaria uma delação que atingisse ministros da Corte.

Segundo relatos, essa avaliação considera também a proximidade de Gonet com integrantes do STF, especialmente com o ministro Alexandre de Moraes, com quem se aproximou durante o inquérito sobre a trama golpista.

Moraes poderia aparecer em uma delação em razão de um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o escritório de sua esposa e Vorcaro, de acordo com informações mencionadas nas investigações.

Relações com ministros do STF entram na avaliação

Outro fator citado por fontes à CNN é o posicionamento do novo advogado de Vorcaro, José Luis de Oliveira Lima, conhecido como Juca.

Segundo relatos, o advogado levaria em conta as relações pessoais com integrantes da Corte e evitaria uma delação que atingisse ministros do STF.

Fontes relataram à CNN que Juca é próximo do ministro Dias Toffoli, que também poderia aparecer em uma eventual delação em razão de um negócio realizado entre o Banco Master e um fundo do qual ele e familiares possuem participação.

Um terceiro ponto considerado é que uma delação que atinja integrantes de altas cortes de Brasília é vista como arriscada para a atuação futura de escritórios de advocacia.

Segundo fontes ouvidas pela CNN, a avaliação leva em conta precedentes recentes, como o da Operação Lava Jato, que enfrentou questionamentos quando passou a alcançar integrantes do Judiciário.

Fonte: AgoraRN

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