Páginas

04/01/2011

A rainha do choro chega aos 90

Brasil

Ela foi uma das primeiras a dar voz ao instrumental virtuoso do chorinho; e o fez tão bem, que foi   denominada rainha do gênero. Ademilde Fonseca, cantora nascida em São Gonçalo do Amarante e projetada a partir do Rio de Janeiro para o Olimpo das vozes da música brasileira, não deveria precisar de apresentação. Mas já que a memória nacional tende a ser fraca, em breve a artista potiguar será lembrada através do programa “MPBambas”, do renomado crítico musical Tárik de Souza. O programa do Canal Brasil está previsto para ir ao ar em março. A conterrânea Khrystal já foi convidada para uma participação especial.

Ademilde Fonseca

O programa em homenagem a Ademilde foi gravado na quinta-feira passada – por sugestão dela. “Tudo dá certo às quintas-feiras. É o dia que tem o melhor astral”, diz ela, em entrevista ao VIVER por telefone, uma vivaz senhora prestes a completar 90 anos de idade. A cantora destacou o fato de que o jornalista ser bom conhecedor e admirador de sua obra. “O Tárik de Souza tem todos os discos, conhece a minha história. É claro que eu adorei o convite, a gente fica vaidosa, sensibilizada. Ainda mais para alguém da minha idade, que está fora dos holofotes da grande mídia”, ressalta.

A mídia sobre Ademilde pode não ser a mesma de outrora, mas a carreira da cantora não parou por causa disso. “Desde iniciativas como o Projeto Pixinguinha, por exemplo, gerações diversas vêm se misturando. Recentemente gravei programa para um canal universitário. Gente jovem está sempre me procurando”, disse ela. Ademilde credita isso à importância do chorinho à música brasileira. “É um gênero musical que nunca morre. Todo músico que começa a tocar gosta de aprender chorinho. Mesmo que eu tenha chegado ao choro de uma forma casual, foi a música que deu o impulso para que minha voz pudesse se destacar”, explica.

Fonte: Jornal Tribuna do Norte

Nenhum comentário:

Postar um comentário